Cerimônia de Abertura

O Profeta Diário

Esportes – 12 de Abril de 2014

CERIMÔNIA DE ABERTURA DESASTROSA LEVA A PERGUNTAS SOBRE A SEGURANÇA DA COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL

Da correspondente de Quadribol do Profeta Diário no deserto patagônico, Gina Potter.

Nenhuma Goles atirada, nenhum Pomo recuperado, mas a 427ª Copa Mundial de Quadribol já está envolvida em controvérsias. Magizoologistas reuniram-se no deserto para conter a confusão, e curandeiros atenderam mais de 300 pessoas em estado de choque e apresentando ossos quebrados e mordidas. O Conselho Mágico Argentino tem se esquivado das acusações de que a decisão de produzir uma cerimônia de abertura com o tema mascotes foi tola e inconsequente.

Nas semanas que precederam a abertura, um impressionante lago ornamental foi criado no meio do deserto para acomodar o Dukuwaqa (um metamorfo entre tubarão/homem), mascote do time da República de Fiji. Os organizadores declararam que as mascotes que representavam os outros times participantes da primeira semana de partidas fariam parte de uma coreografia, anunciada como ‘uma magnífica exibição da diversidade do mundo magizoológico’.

A cerimônia começou de maneira suave, com gênios fluviais da Costa do Marfim dançando em formação sobre a superfície do lago. Somente quando as mascotes fijianas e norueguesas foram soltas, o desastre começou.

A presidente do Conselho Mágico Argentino, Valentina Vázquez, publicou a seguinte declaração:

‘Estando preparados para a chegada do fijiano Dukuwaqa, fomos pegos de surpresa quando a delegação norueguesa anunciou que eles também precisariam de espaço no lago para uma serpente aquática gigante, a Selma. Nós supusemos que os noruegueses trariam sua usual tropa de trasgos performáticos.

‘Não estamos cientes de nenhum estudo que já tenha sido feito sobre a compatibilidade entre Dukuwaqas e Selmas, então o Conselho Mágico não pode assumir responsabilidade pelas infelizes consequências de colocá-los próximos um do outro.’

Em entrevista exclusiva ao Profeta Diário, o Diretor Consultor Magizoologista Rolf Scamander discordou:

‘O Dukuwaqa vive em um oceano morno, e a Selma em um lago de água congelante. O primeiro é um metamorfo que pode se transformar de peixe em homem, o último é uma serpente que devora carne humana e peixes. Você precisaria ter o cérebro de um Gira-gira para não prever um imediato banho de sangue se ambos fossem espremidos juntos em uma água levemente aquecida e salgada.’

Um banho de sangue foi precisamente o que ocorreu quando os dois monstros foram soltos no lago mágico por tobogãs de cristal gigantes. Tratadores fijianos e noruegueses mergulharam nas águas ferventes para conter suas respectivas mascotes, mas seus esforços foram atrapalhados em grande parte pelos Curupiras do Brasil (pequenos habitantes da floresta de cabelos vermelhos, cujos pés são virados para trás e que defendem outras criaturas que eles sentem estarem ameaçadas pelos seres humanos). Evidentemente acreditando que os tratadores queriam machucar o Dukuwaqa e a Selma, os Curupiras atacaram.

Com o pânico tomando conta do estádio e sangue agora correndo livremente das veias de humanos e criaturas, talvez seja compreensível que as mascotes nigerianas, os Sasabonsams (criaturas vampirescas, com as pernas como piões) tenham enlouquecido. Enquanto eles giravam descontroladamente entre a multidão e os organizadores, o rumor que o time haitiano havia trazido Inferi como mascotes se provou verdadeiro. A multidão se pisoteava enquanto os Inferi se moviam livremente pelo estádio, tentando capturar e devorar qualquer um que tropeçasse.

Regulamentações sobre o tamanho e a natureza das mascotes tem sido motivo de debate entre os níveis mais altos do CICMQ há um longo tempo. Uma moção para restringir as mascotes a criaturas ‘herbívoras, menores que uma vaca e que não cuspam fogo’ foi derrotada por uma esmagadora maioria em 1995. Torcedores de Quadribol pelo mundo se opuseram a qualquer interferência sobre o que eles enxergam como uma parte tradicional e colorida da Copa do Mundo.

Contudo, muitos acreditam que a competição entre os times para trazer a mascote mais intimidante passou dos limites. O gerente do time norueguês Arnulf Moe defendeu sua decisão de trazer a Selma, que ele disse representar a ‘determinação de aço e a ferocidade dos jogadores noruegueses’, e alegou que o Dukuwaqa mordeu primeiro.

Um público recorde foi transportado por 10.000 chaves de portal ao coração do deserto da Patagônia para o fim de semana de abertura do torneio, e enquanto o Conselho Argentino foi amplamente elogiado pela impecável organização do transporte, o número recorde de ferimentos sofridos antes que o primeiro apito soasse foi certamente um vexame para os organizadores.

O primeiro jogo do torneio acontecerá amanhã: Noruega VS. Costa do Marfim.

Traduzido por: Bárbara Waida em 20/05/2014.
Revisado por: Marina Anderi em 20/05/2014.
Postado por: Pedro Martins em 11/05/2014.