Enredos Fantasmas

Essa é uma expressão pessoal que não tem nada a ver com contos sobre os mortos.

Durante os dezessete anos que eu planejei e escrevi os livros de Harry Potter (sem mencionar Quadribol Através dos Tempos, Animais Mágicos e Onde Habitam e Contos de Beedle, o Bardo), eu gerei uma informação massiva sobre o mundo mágico que nunca apareceu nos livros. Eu gostava de saber essas coisas (o que foi uma sorte, visto que eu não conseguia parar minha imaginação) e muito frequentemente, quando eu precisava de um detalhe para colocar na história, já o tinha pronto por causa do pano de fundo que eu tinha desenvolvido.

Eu também me pegava escrevendo histórias para personagens secundários (ou até mesmo terciários) que eram desnecessários para o que eu precisava. Foi mais complicado quando as histórias que eu tinha escrito para alguns personagens que seriam mais importantes tiveram que ser sacrificados pela história geral. Todas essas histórias eu nomeei “enredos fantasmas”, minha expressão pessoal para todas as histórias que não foram contadas que para mim chegavam a parecer tão reais quanto a “versão final”. Eu ocasionalmente estou conversando com um leitor e menciono uma parte de uma história fantasma; olhares confusos cruzam seus rostos, como se por um segundo estivessem se perguntando se pularam vinte páginas em algum lugar. Eu peço desculpas a qualquer um que eu tenha confundido dessa forma; o problema está, literalmente, na minha cabeça.

Traduzido por: Bruna Thalenberg em 17/08/2011.
Revisado por: Débora Reis em 17/08/2011.
Postado por: Daniel Mählmann em 11/09/2011.